segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Que vista, hein?

Uma panorâmica de toda Barra da Tijuca e Sernambetiba, inclusive a Lagoa de Marapendi. Tirei essa foto de um recanto perdido da Mata Atlântica no Alto da Boavista.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Paraty

FLIP 2009
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Vertigem de bits

Quem disse que somos seres binários?
Quanto a esse sistema, só me agrada a dualidade das energias YIN & YANG, o resto é cansativo, embora como retocar imagens sem o advento do Photoshop? Só a vastidão de bits pode proporcionar.

A pergunta que vem é: quando romperemos com esse hiper-hiper realismo, onde as imagens têm que ser mais reais que elas mesmas são?
Viva o impressionismo e o expressionismo do sec XIX, que saltaram a pintura clássica e seu retratismo exagerado. Esse fenômeno está aí de volta, hoje, fortemente aplicado à fotografia, ao cinema e tevê. Gosto muito da ilusão.

Os bits em profusão são uma chatice, prefiro o mundo real ao virtual e como disse Pirandello, tudo é se lhe parece ser. Isto é suficiente, para não arredar os dedos do QWERTY e do sistema decimal.














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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alvorada em Campo Grande - MS


Visão do amanhecer nessa bela capital do Mato Grosso do Sul
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

La langue russe - (Juin 1882)


À l'heure du doute, lorsque, sombre, j'interroge le destin de ma patrie, tu
es ma seule consolation, mon unique soutien, ô langue russe, grande, forte,
libre et franche ! Sans toi, comment ne pas désespérer de ce qui se passe
chez nous ? Mais il n'est pas possible de croire qu'une telle langue n'ait pas
été donnée à un grand peuple !


Tourgueniev


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quadrado de Pitágoras

DEZESSEIS TRÊS DOIS TREZE

CINCO DEZ ONZE OITO

NOVE SEIS SETE DOZE

QUATRO QUINZE QUATORZE UM



"Maioridade" "Trindade" "Caim e Abel" "Azar"

"Mão" "Os Mandamentos" "Todos sem o traidor" "Infinito em pé"

"Cubo de três" "Hexágono" "Candelabro hebraico" "Ano"

"Apoio estável" "Debutante" "Avião de Santos Dumont" "Vencedor"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sorria, você está na Barra!

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Mesmo em dia de chuva, não canso de ver.

domingo, 6 de setembro de 2009

devaneios comezinhos

não tô longe, não?
___tô longe, sim!
___tão longe, sô.

___Zazá?
Cadê tu, Zanzi?
Zanzi-bar, Zanzibar.

êta leão,
_____ruge não, leão!
_____ruge não.


lá, zonzeira
na branca torre é longe,
_____ longe,
_____é torre rouge,
quem surge? quem ruge!

Desdêmona? Veneza em chamas!
Vesúvio? Não, Vitrúvio, Veneza.
Onde está Otelo?
Fugiu, foi pra Chipre;
foi o mouro sem dama?

e sem torre e sem controle,
um rei afogado;
é mate em dois, duvida?

tem saída, pela alameda;
tantas ladeiras até a Turquia,
mas nenhuma folia.

da África oriental
a Minas ocidental,
passa por Roma vestal
até a Bahia colonial

do torresmo sem lamento
só torrone, com trombone,
enche a pança, comilança
é pujança essa pajelança

de finino, de fininho,
vou tirando
devaneios comezinhos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Qual é o teu norte?




















qual é o teu norte, rapaz?
qual é o rumo que traças?

Vais sem régua e sem compasso?
Só carrego o espírito devasso.

teu destino se torna longo
se não desejas a luta,
por que sonhas com a graça
se não tens tanta jaça?

não importa tua falsa moralidade,
minha cepa é de outra santidade.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Paralelismos e Simetrias


rampas, descendentes, gaps, diagonais, primeiro e segundo planos, curvas inversas, simetrias, fundo, frente, composição, suporte, ruídos, elementos, camadas e superfícies.

(ver o Pão de Açucar de cabeça para baixo talvez possa evocar uma suave semelhança com o museu)

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domingo, 9 de agosto de 2009

Le dormeur du val


C'est un trou de verdure où chante une rivière,/
Accrochant follement aux herbes des haillons /
D'argent ; où le soleil, de la montagne fière, /
Luit: c'est un petit val qui mousse de rayons.
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Un soldat jeune, bouche ouverte, tête nue, /
Et la nuque baignant dans le frais cresson bleu, /
Dort ; il est étendu dans l'herbe, sous la nue, /
Pâle dans son lit vert où la lumière pleut.
-----------------------------------------
Les pieds dans les glaïeuls, il dort. Souriant comme /
Sourirait un enfant malade, il fait un somme: /
Nature, berce-le chaudement: il a froid.
-----------------------------------------
Les parfums ne font pas frissonner sa narine; /
Il dort dans le soleil, la main sur sa poitrine, /
Tranquille. Il a deux trous rouges au côté droit.


-------Arthur Rimbaud ------------------ Gustave Courbet - L'homme blesse

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Navio Encalhado








Inútil e solitária ferragem.
O navio jaz...encalhado,
arromba a nua paisagem,
afronta os elementos espraiados
e inunda-me a visão
numa esplendorosa vermelhidão.

Colosso pelos mares derrotado,
insiste com retumbos e rangidos,
pelos boqueirões escancarados,
chama de sua dor os compadecidos.

Exalam dos porões úmidos e vazios,
gases dos grãos explosivos,
carregados em desvãos esquecidos,
abraçados pelas areias movediças.

Ferros e escombros retorcidos,
correntes e carcaças corroídas,
destemperadas pelas ferrugens.
Relembram seus antigos marujos,
a exuberância das singraduras
ao fracasso da derradeira desventura.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mudança

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.


Luís de Camões

Dobrada à moda do Porto

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Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.
Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.
Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo ...
(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).
Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.


Álvaro de Campos

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fenemê Roncador


Um ronco surdo e teimoso
cortou em dois o silêncio
e desmanchou a noite vazia.
Devagar seguia, que ruído fazia!
A estrada, coitada, como sofria.

Lá vem subindo, o roncador na colina,
esfumaçando e esbravejando.
É carga pesada, mas não bate pino.
Trocou de marcha. Ufa! Quase não suporta.
Folgou...Lá vem ele descendo com toda corda.

Eu, deitado e insone, ouço
a passagem do colosso,
o valente caminhão Fenemê.
Êta, incansável desbravador
das lonjuras, segue como trator.

Lá vai, o trovão das estradas
com seu caminhoneiro,
enfrenta mais uma subida,
deixa pra trás, já sumida,
minha Caçapava esquecida.

Do Oiapoque ao Chuí, só paro para fazer xixi