terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alvorada em Campo Grande - MS


Visão do amanhecer nessa bela capital do Mato Grosso do Sul
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

La langue russe - (Juin 1882)


À l'heure du doute, lorsque, sombre, j'interroge le destin de ma patrie, tu
es ma seule consolation, mon unique soutien, ô langue russe, grande, forte,
libre et franche ! Sans toi, comment ne pas désespérer de ce qui se passe
chez nous ? Mais il n'est pas possible de croire qu'une telle langue n'ait pas
été donnée à un grand peuple !


Tourgueniev


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quadrado de Pitágoras

DEZESSEIS TRÊS DOIS TREZE

CINCO DEZ ONZE OITO

NOVE SEIS SETE DOZE

QUATRO QUINZE QUATORZE UM



"Maioridade" "Trindade" "Caim e Abel" "Azar"

"Mão" "Os Mandamentos" "Todos sem o traidor" "Infinito em pé"

"Cubo de três" "Hexágono" "Candelabro hebraico" "Ano"

"Apoio estável" "Debutante" "Avião de Santos Dumont" "Vencedor"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

devaneios comezinhos

não tô longe, não?
___tô longe, sim!
___tão longe, sô.

___Zazá?
Cadê tu, Zanzi?
Zanzi-bar, Zanzibar.

êta leão,
_____ruge não, leão!
_____ruge não.


lá, zonzeira
na branca torre é longe,
_____ longe,
_____é torre rouge,
quem surge? quem ruge!

Desdêmona? Veneza em chamas!
Vesúvio? Não, Vitrúvio, Veneza.
Onde está Otelo?
Fugiu, foi pra Chipre;
foi o mouro sem dama?

e sem torre e sem controle,
um rei afogado;
é mate em dois, duvida?

tem saída, pela alameda;
tantas ladeiras até a Turquia,
mas nenhuma folia.

da África oriental
a Minas ocidental,
passa por Roma vestal
até a Bahia colonial

do torresmo sem lamento
só torrone, com trombone,
enche a pança, comilança
é pujança essa pajelança

de finino, de fininho,
vou tirando
devaneios comezinhos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Qual é o teu norte?




















qual é o teu norte, rapaz?
qual é o rumo que traças?

Vais sem régua e sem compasso?
Só carrego o espírito devasso.

teu destino se torna longo
se não desejas a luta,
por que sonhas com a graça
se não tens tanta jaça?

não importa tua falsa moralidade,
minha cepa é de outra santidade.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Paralelismos e Simetrias


rampas, descendentes, gaps, diagonais, primeiro e segundo planos, curvas inversas, simetrias, fundo, frente, composição, suporte, ruídos, elementos, camadas e superfícies.

(ver o Pão de Açucar de cabeça para baixo talvez possa evocar uma suave semelhança com o museu)

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domingo, 9 de agosto de 2009

Le dormeur du val


C'est un trou de verdure où chante une rivière,/
Accrochant follement aux herbes des haillons /
D'argent ; où le soleil, de la montagne fière, /
Luit: c'est un petit val qui mousse de rayons.
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Un soldat jeune, bouche ouverte, tête nue, /
Et la nuque baignant dans le frais cresson bleu, /
Dort ; il est étendu dans l'herbe, sous la nue, /
Pâle dans son lit vert où la lumière pleut.
-----------------------------------------
Les pieds dans les glaïeuls, il dort. Souriant comme /
Sourirait un enfant malade, il fait un somme: /
Nature, berce-le chaudement: il a froid.
-----------------------------------------
Les parfums ne font pas frissonner sa narine; /
Il dort dans le soleil, la main sur sa poitrine, /
Tranquille. Il a deux trous rouges au côté droit.


-------Arthur Rimbaud ------------------ Gustave Courbet - L'homme blesse

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Navio Encalhado








Inútil e solitária ferragem.
O navio jaz...encalhado,
arromba a nua paisagem,
afronta os elementos espraiados
e inunda-me a visão
numa esplendorosa vermelhidão.

Colosso pelos mares derrotado,
insiste com retumbos e rangidos,
pelos boqueirões escancarados,
chama de sua dor os compadecidos.

Exalam dos porões úmidos e vazios,
gases dos grãos explosivos,
carregados em desvãos esquecidos,
abraçados pelas areias movediças.

Ferros e escombros retorcidos,
correntes e carcaças corroídas,
destemperadas pelas ferrugens.
Relembram seus antigos marujos,
a exuberância das singraduras
ao fracasso da derradeira desventura.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mudança

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.


Luís de Camões

Dobrada à moda do Porto

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Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.
Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.
Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo ...
(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).
Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.


Álvaro de Campos

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fenemê Roncador


Um ronco surdo e teimoso
cortou em dois o silêncio
e desmanchou a noite vazia.
Devagar seguia, que ruído fazia!
A estrada, coitada, como sofria.

Lá vem subindo, o roncador na colina,
esfumaçando e esbravejando.
É carga pesada, mas não bate pino.
Trocou de marcha. Ufa! Quase não suporta.
Folgou...Lá vem ele descendo com toda corda.

Eu, deitado e insone, ouço
a passagem do colosso,
o valente caminhão Fenemê.
Êta, incansável desbravador
das lonjuras, segue como trator.

Lá vai, o trovão das estradas
com seu caminhoneiro,
enfrenta mais uma subida,
deixa pra trás, já sumida,
minha Caçapava esquecida.

Do Oiapoque ao Chuí, só paro para fazer xixi

domingo, 28 de junho de 2009

Canudos: Meribá do sertão

Canudos é Meribá do sertão,
flui seu aguaceiro,
oculto na pedra e
sacia o jagunceiro.

Não bato em pedra e
não ordeno quarentena
só segue quem quer seguir,
só ouve quem quer ouvir,

quem viveu, viu
a degola, a charqueada,
a baba e a raiva,
mataram, mas não morremu não.

A pedra de Meribá não saciou...só
afogou Canudos, mas não morremu não.
Eis aí, pra quem quer ver o Cocorobó,
desoculto da pedra, é só água sim.

Pensam que esquecemu,
mas não esquecemu não,
quem é jagunçu, ajagunçado é,
Canudos é Conselheiro sim.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Segredo de Freud

Personagens:
Moisés - patriarca do povo hebreu
S. Freud - pai da psicanálise
Cena única: em algum lugar entre o céu e a terra, Moisés e Freud
conversam.


Moisés
Tenho que admitir que você foi brilhante com a sua conclusão sobre a
minha origem egípcia, embora um tanto cruel.
Freud
Obrigado. Toda verdade quando revelada é cruel, às vezes até insuportável
para quem é dirigida.
Moisés
É sempre desgastante para ambos os lados. O homem não vive sem as
ilusões
.
Freud
Mas, ocasionalmente, alguns segredos devem ser expostos...
Moisés
E você foi um dos raros homens incumbidos dessa tarefa...digamos, divina.
Freud
É porque se torna impossível reter a verdade dentro de si. Tem que
compartilhar a dor.
Moisés
Eu também tenho uma verdade e aguardei longo tempo e já não posso mais
segurá-la dentro de mim.
Freud(surpreso)
Você? mas, que valor haveria de ter uma verdade a ser revelada, nesse
estado em que nos encontramos?
Moisés
Engano seu. Pois mesmo nós, aqui, nesse lugar sem-nome, nessa nuvem,
devemos revelar certas verdades ocultas.
Freud
E que verdade é essa?
Moisés
É uma verdade sua...um segredo seu.
Freud(curioso)
E qual é?
Moisés
Você é um homem religioso! Sempre foi e sempre escondeu de todos. Um
problema de aceitação. No fundo, você mentia para ser aceito nos seus
"círculos científicos".
Freud
Quem jamais mentiu?
Moisés
Você por ser um homem religioso, você profanou a Arca da Aliança. Usou-a
para construir o seu modelo de psiquismo humano. Aquilo que você chama
de 2ªTópica.
Freud(defendendo-se)
E isso é uma mentira?
Moisés
O seu orgulho é! A sua invenção de Ego-Id-Super-ego, já estavam dentro
da Arca da Aliança há 3600 anos passados. Isso você não revelou!
Freud
Eles não acreditariam.
Moisés
Talvez. Sempre foram influenciados pelas idéias gregas.
Freud
Entendi o significado daqueles elementos dentro de uma caixa de ouro e
percebi que a psicanálise só poderia ser fundada por nós, os judeus.
Moisés
Ao não revelar as origens da sua descoberta você tornou-se um religioso,
pois como um rabino, escondeu o simbolismo dos objetos que eu guardei no
interior da Arca por ordem do Criador. Ao fazer uso das tábuas, Deus criou
a Lei e você tomou-a para idealizar o Super-ego. Ao guardar o bordão de
Arão, que floresceu e dava amêndoas, você, Freud, tomou-o como
expressão do Id, repleto de pulsões livres. Quanto ao maná, que Deus me
ordenou que fosse guardado como significado do sustento diário no tempo
do deserto. Você usou como sentido da dura realidade cotidiana
experimentada pelo Ego.
Freud(resignado)
Admito minha fraqueza. Fui vaidoso, mas já não tem importância nessa
dimensão em que nos achamos, não é mesmo?
Moisés(sarcástico)
Sinto muito desapontá-lo Freud. Essa nossa nuvem virtual está conectada à
internet e eles lá embaixo vão saber desta história. É melhor que seja
assim, afinal, não há segredo que um dia não seja revelado.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meirelles, 1982

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Capacete de pano

Quando meus olhos caminharam por esses terrenos cardíacos,
percebi que minha voz ouvia relãmpagos no sertão,
repleto de vinhedos de sonhos açucarados de paz.
O gato que é gato quando cai, vira camelo
de tão arrepiado fica com sua revolição,
que ontem foi revolução contra as malcriações governa-mentais.
A abelha de cabeça pra baixo pousou no meu teclado
e anunciou a tua bondade de ler esse fluxo descabinado.
Ai, que velocidade! Louco estou pra te ver coração.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Go on before its too late

"what a lovely colourful crowd.
A party.
Dance!
Arms, legs, and hips
working in perfect harmony!
The way movements speak...
glances that lift the dancer
above his daily worries.
The youngs are so lovely!
Believe me, there is nothing
like finding one another --
when there is music
that warms the heart.
Two hands clasped together
one foot senses where
the other will step
and follows, no matter
where the other leads.
Because one believes
thar every turn and swing
will be like flying
from now on,
Who knows - perhaps
it is flying.
Go on, young man...
before its too late"


autor desconhecido

domingo, 26 de abril de 2009

Cheiro de Sol












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Feira de antiguidades e bujigangas velhas:

as moedas, as xícaras, os cálices, os relógios e as máquinas de retratos.

Tantas coisinhas, caixinhas de música, colares, taças e leques lindos e coloridos.

A feira é uma festa para os olhos, um carnaval de cores.

Gente circulando, o sol irradiando raios em todas as direções,

mostra seu calor e sua luz.

O cheiro de velharia é forte e impregna.

Ah, cheiros e odores.

Foi nesse domingo, que ouvi: o sol da manhã tem cheiro, sabia!

Relutei a princípio e de novo ouvi:

o sol das manhãzinhas emite nos raios um tênue odor de ultravioleta.

Fui capaz de senti-lo, num flash muito rápido no Alto da Boa Vista.

Tão surpreendente é a força da lembrança,

me trouxe de volta à consciência os banhos de luz em Caçapava.

Agora sei o que é cheiro de sol...

Não tem nada a ver com o cheiro das bugigangas coloridas e bolorentas.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tereza

Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento?
Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas.
Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim?
Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso?
Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar).
Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras?
O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar.
Talvez Teresa...Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum?
Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia?
O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?
Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.

João Cabral de Melo Neto

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A une passante

http://rymierz.wrzuta.pl/aud/file/qtUGqkwW1S/charles_baudelaire_-_a_une_passante_czyta_pierre_viala.mp3

À une passante

La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet;
Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l'ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.
Un éclair... puis la nuit!
— Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité?
Ailleurs, bien loin d'ici! trop tard! jamais peut-être!
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j'eusse aimée, ô toi qui le savais!
— Charles Baudelaire

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mudanças negadas

Por que as pessoas não mudam?
Por que as pessoas têm dificuldade de mudar?
Por que eu não mudo? Porquê?
Que resistências são essas que impedem a liberdade?

Prisões psicológicas, masmorras morais,
cativeiros das almas e calabouços da criatividade.
Presídios do destino, das desgraças e sofrimentos.

Onde estão as chaves? Onde está o chaveiro?
Quebrarei com os grilhões e soltarei a todos...A todos!
E que criaturas sairão das prisões, após abrir suas pesadas portas?
Ah vida, quanto medo de mim mesmo.